Aahmes - A Mãe das Serpentes
Aline Guien como Aahmes na Love Cabaret, Março 2024.
“Eu tenho muitos nomes.”
Foi o que ecoou em mim em novembro de 2022, numa madrugada enquanto eu estava no meu quarto, logo após eu fechar um arquivo de leitura com rispidez, tentando me conformar com o final patético de um livro que eu estava lendo, frustrada por não ter tido os desfechos que idealizei, nem mesmo os potenciais arcos de desenvolvimentos que a autora não explorou em sua obra. Diante daquela frustração, senti a necessidade de encontrar uma história que tivesse tanta profundidade e significado a ponto de me arrebatar. Procurei por horas e horas naquela noite, não encontrei nada que chegasse perto daquilo que eu queria.
Então, diante da carência, fechei os olhos e respirei fundo.
Eu queria uma personagem forte, um par romântico devoto e apaixonado, um resgate, uma promessa, um pacto… Algo sobrenatural e eterno.
E ela nasceu.
Com muitos nomes, com muitas faces, por muitas eras.
Aahmes, mãe das Serpentes. Deusa do Sol e senhora detentora da luz e da vida.
Ela era tão brilhante, tão inspiradora, envolvente…
Uma feiticeira nômade de olhos raros, uma órfã, uma dançarina de rua, uma divindade adormecida num corpo de mulher.
Uma poderosa princesa, benevolente e generosa.
Uma rainha próspera, governante das mais férteis terras do antigo Egito.
Tantos nomes, tantas vidas… E um amor lendário, o eterno oposto que se curva diante de seu amor, a escuridão que guarda a luz, a morte que abraça a vida, o poço de águas que guarda o tempo e a lembrança.
Quando eu finalmente terminei de elaborar sua história extraordinária, me senti tão envolvida e arrebatada por sua essência que a trouxe para o mundo material em forma de performance.
E ela brihou tanto quanto em meus sonhos.
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